O retorno a filmes de horror com criaturas feias e nojentas

Crítica: May The Devil Take You (Fortuna Maldita)

Caio Scovino


Mais uma vez o cinema de terror indonésio se provando um dos mais expressivos na atualidade. Fortuna maldita é uma repaginada e homenagem a um cinema de horror que abusa da fiscalidade e de elementos místicos do ocultismo clássico.


O filme dirigido por Timo Tjahjanto segue uma família que após a doença súbita e aterrorizante do pai, retorna para a cara onde eles passaram a infância para descobrir mais sobre esse tempo turvo.


Com isso o filme vai construindo momentos excelentes, pecando um pouco na estrutura narrativa. O filme consegue uma proeza muito rara em filmes de terror, de conseguir criar momentos emocionais muito bonitos.


O elenco todo se apresenta muito bem e funcional, a protagonista e a criança em especiais. Todo o arco de descobrimento da Alfie é muito bem posto, junto com sequências de um gore muito “bonito”.


A fotografia excelente junto com a direção criam uma estética suja porém bonita, mantendo um tom muito único. Mesmo as cenas mais gráficas, e são muitas, tem uma beleza estética inegável.


Um outro grande mérito do filme é a maquiagem e caracterização. O uso da maquiagem no filme torna tudo mais tangível e vai na contramão da atual onda de usar “cgi” de caracterização, o que torna os “monstros” do filme muito satisfatoriamente aterrorizantes. Junto, a trilha sonora cria um clima melancólico, somando ao medo em si, apresentando camadas muito interessantes.


No geral, uma obra muito boa, que entretém demais fãs do gênero. E ainda assim consegue introduzir um ótimo peso dramático nas relações familiares. Um dos muitos exemplos da ótima safra de terror indonésia, que quem se dispor a procurar pois tais filmes, não vai se arrepender.


Nota: 4/5 Lágrimas


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