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Crítica: Amor e Monstros (2020)

Julia Alfa


A aventura cômica Amor e Monstros foi lançada no ano de 2020, mas foi apenas neste mês de abril que o filme entrou no catálogo da Netflix. Dirigido por Michael Matthews, o longa-metragem é protagonizado por Dylan O’Brien, estrela da franquia Maze Runner e adorado personagem na série adolescente Teen Wolf.


O filme conta a história pós-apocalíptica do planeta Terra: após eficientemente destruir um meteoro com armas nucleares, a natureza é infectada pelas sobras radioativas das explosões. Como consequência, alguns insetos enfrentam mutações genéticas e se tornam monstros assustadores e assassinos.


Os créditos iniciais da história são animações belíssimas que descobrimos ser desenhos dos monstros feitos pelo protagonista, Joel, que passou a documentá-los em um caderno. Joel está em uma colônia subterrânea sobrevivente por sete anos, até que decide ir atrás da sua namorada de ensino médio, que vive em uma colônia a 7 dias de distância. Durante o filme, vemos o desajeitado e medroso protagonista superar seus monstros — os externos, majoritariamente, mas alguns internos também.


Apesar de possuir um nome nada convidativo e extremamente duvidoso (que, infelizmente, é uma tradução literal do nome em inglês), Amor e Monstros foi indicado ao Oscar na categoria de melhores efeitos especiais, competindo com filmes como Tenet (2020), do Christopher Nolan, e o live action de Mulan (2020). Mesmo parecendo deslocado entre sua competição, o filme realmente entrega monstros computadorizados muito bem feitos.


O filme possui uma dinâmica leve e divertida, lembrando filmes como ambos os filmes da franquia Zumbilândia. Apesar de uma história levemente previsível, é possível aproveitar o filme e torcer pela vitória do protagonista em sua jornada — por quem desenvolvemos empatia e carinho enquanto assistimos. Há outro cachorro presente no filme, mas Joel claramente possui uma personalidade de golden retriever.


Em Amor e Monstros, Joel não consegue exatamente o que quer. Entretanto, é possível acompanhar o seu crescimento e evolução ao longo da história; no fim da jornada, ele é uma nova pessoa. É um fim satisfatório para um filme descontraído. De uma forma ou de outra, Amor e Monstros é eficaz na proposta que sustenta. Só poderia, talvez, ter um título melhor.


Nota: 3.5/5 Lágrimas


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