A importância de se fazer uma temporada final

Crítica: Atypical - 4ª temporada (2021)

Caio Scovino


Uma fúria muito comum atualmente é o descaso e o caráter descartável que a Netflix dá para suas séries. Lançando temporadas sem divulgação adequada e ao se surpreenderem com a baixa audiência, cancelarem.


Nessa última temporada de Atypical, série que desde o começo obteve imenso sucesso de crítica e público, foi proposto um final justo e satisfatório para o público. Ao longo dos episódios vimos uma trama já estabelecida, que se preocupa em arrematar pontos levantados anteriormente e se aproveitar de personagens já bem estabelecidos e suas relações.


As dinâmicas familiares estão ainda mais em foco, de forma que as mesmas guiam os acontecimentos, o que gera um apelo emocional que consegue gerar um estímulo muito satisfatório ao ver os empecilhos e realizações de personagens que a esse ponto já se tornaram seus amigos.


Infelizmente algumas escolhas narrativas não são tão certeiras, no caso da trama da irmã por exemplo, a linha narrativa emocional que a deixava próxima, de ter sido deixada de lado pelos pais, presente nas primeiras temporadas, é completamente apagada e dá lugar a sua trama de romance, que apesar de bem construída, conta com personagens não muito relacionáveis. No entanto a trama principal de Sam é belamente encerrada, trazendo consigo uma amarra de elementos que haviam sido abandonados voltando e amarrando muito bem.


No geral, a temporada agarra tudo que havia dado de mais certo nas anteriores, com algumas poucas exceções, fazendo com que seja uma sólida, divertida e emocional narrativa de encerramento de personagens muito bem estabelecidos e desenvolvidos.


Nota: 4.5/5 Lágrimas

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