terça-feira, fevereiro 09, 2016

O que aprendi com 2015

Estava vendo os meus rascunhos do blog e encontrei esse post. Ele foi escrito no final do ano passado, fala tanto de mim que eu pensei muitas vezes antes de decidir postar. Acontece que eu gosto muito de sempre reler o que escrevi, relembrar o que se passou comigo no passado, e concluí que ler aqui no blog me faria ver que eu fui capaz de passar por tudo e conseguir ficar bem, sem receio. Algumas alterações temporais foram adaptadas para o momento de agora, mas a essência do post não mudou.



Antes de começar gostaria de lembrar que esse blog é pessoal, que na maioria das vezes aqui eu compartilho coisas da minha vida com quem estiver disposto a ler. Muitos posts são para o leitor ganhar algo novo, como uma indicação de música, filme, livro, textos... Mas muitos outros são uma extensão mínima do que se passa na minha cabeça e esse post aqui, agora, é um desses.

sábado, fevereiro 06, 2016

O Rio de Janeiro continua lindo!

O primeiro post de 2016 não chegará tão tardio quanto o primeiro post de 2015. Talvez porque eu esteja mais animada com esse novo ano do que eu estava na ocasião passada. Estranho, dado que o começo de 2015 trazia um horizonte enorme de novidades, mas... sabe quando a esmola é grande e o santo desconfia? Pois é. 2015 foi o extremo de tudo de ruim que me vinha acontecendo, me sentia naufragada, mas havia uma nova linha no horizonte: terra a vista! E é por isso que sou tão grata a ele: foi um ano de transição, desesperos, conquistas e, o maior de tudo, o aprendizado. A todos que dizem que foi um ano ruim, eu não discordo. A quem disse que não foi tão ruim, também não. Poderia ter sido melhor. Mas ele se foi, e deixou essa parte com o seu sucessor. E com seu fim veio a luz no fim do túnel!

Pôr do Sol em Ipanema: experiência essencial na vida de todo mundo!

sexta-feira, dezembro 25, 2015

Já Ouviu? Françoise Hardy

Olá queridos!


O Já Ouviu? de hoje é sobre a linda Françoise Hardy, uma cantora e compositora francesa. Ela fez bastante sucesso no mundo todo nos anos 60, quando iniciou sua carreira, e seu som é o característico das chansons françaises que eu acho uma graça!


Françoise também possui um estilo bastante parisiense, e é pra mim um ícone do que foi a moda na época, e me serve de inspiração quando recorro à franja! hahaha


Tenho percebido que o gênero da Françoise não é muito conhecido no meio de pessoas da minha geração, mas é compreensível devido à sua característica um tanto peculiar (nem todo mundo gosta mesmo) e popular somente na época de nossos pais/avós. Gosto de ouvir sua música quando estou mais tranquila com a vida, logo após um período de turbulência. Se encaixa perfeitamente pra mim!

Mas indo ao que importa, vamos ouvir alguma das músicas?

So... Let's play ;)

sexta-feira, agosto 14, 2015

O quarto passo.

Pontualmente, às seis horas e três minutos, ele acordou para começar a sua rotina em uma chuvosa quarta-feira, daquelas que torcem o ânimo dos mais contentados, e abriu a janela de alumínio. Sentiu a brisa fresca de uma atmosfera triste, mensagem da natureza descontente, e percebeu que o desequilíbrio era presente além do corpo que controlava. Talvez, com o tempo, se atrofiavam os pensamentos e o raciocínio já não permanecia o mesmo. De que maneira ele contribuiria com o todo se a sua parte estava despedaçada? Seu questionamento durou tanto quanto o desconforto térmico originado ao sair debaixo das cobertas, e logo seguiu em direção ao óbvio.

A água fluindo pelo lavabo tentava acordar o belo adormecido, sendo ele um contorno social ou apenas pessoal, mas isso já não importava. Quem contemplaria um semblante cansado de ser ignorado? A louça tinha a cor de seus olhos, ao passo que brilhava a cada momento que tinha a chance de tornar-se uma utilidade na pureza do outro, tornando-se limpa também. A diferença é que esse é seu ciclo, e o indivíduo jamais se encontraria assim, pois vivia na abnegação de se importar somente com a humanidade ao seu redor. Esgotara-se na tentativa de fazer o seu melhor para o melhor de todo o mundo, e com isso seu combustível entrara na reserva. Cansou-se, e seguiu em direção à si mesmo.

A bebida estrategicamente construída para arregalar seus olhos foi manejada por mãos experientes e fortes. Num minucioso gesto, pingou um tanto desprezível de leite na xícara cheia de café, sem nada de açúcar, amargo como vinham se tornando os seus relacionamentos. Esquecimentos, afastamentos, besteirinhas que faziam com que alguém tão caloroso quanto ele se sentisse sozinho em meio a sete bilhões de pessoas. Nunca imaginou que palavras pudessem ser tão vazias e insignificantes como sentira naquele momento. Engoliu o mini sanduíche como costumava engolir desculpas e mentiras, e garganta abaixo desceu o perfeito engano para a fome como desciam os elogios para o ego. E seguiu em direção à morte.

Percebeu, caminhando ao destino seu de cada dia, que por osmose também poderia viver diferente. Notou, pacificamente, que poderia harmoniosamente conviver com a turbulência da sociedade, que o prendia no seu universo em constante encolhimento. Para isso, bastaria aceitar suas vontades, desejos e sonhos, e parar de se limitar diante de qualquer dificuldade ou medo de decepcionar. Lutar, até a última gota de suor, talvez lhe traria aquilo que ansiava há tempos, e resolveu então tentar. Sangrar, até se sentir vivo, talvez lhe faria aprender a amar, e resolveu então agir. Deu meia volta na decisão de continuar na mesma para não precisar ter que decidir mais nada dali pra frente. E então, em sua própria essência, se entregou ao verdadeiro sonho com a mais pura naturalidade. E seguiu em direção à vida.


M.

domingo, maio 24, 2015

2015 caracteres pela minha vida.




















Coisas aconteceram. Assuntos acabaram. Outros começaram. E durante os seis meses que não gerei conteúdo no blog, eu gerei reflexões extremas acerca de mim mesmo e do mundo ao meu redor.

Cheguei à algumas conclusões:
  • Sou uma pessoa orgulhosa.
  • Amar a si mesmo é uma das principais atitudes que deveríamos ter, mas a intensidade desse amor deve ser balanceada com cada tipo de ser humano, considerando maturidade, perfil emocional e empatia.
  • Sonhar é parte de mim e viver a busca de um sonho é muito mais gratificante do que qualquer sonhador poderia imaginar. Imagine viver o sonho?
  • Amizade se constrói do nada, se destrói do nada, e sentir-se órfão de um amigo é tão doloroso quanto terminar um relacionamento amoroso.
  • Se conquistou minha atenção, a terá para sempre desde que não me decepcione ou me faça perder a paciência (ela é quase infinita, acredite!). Caso consiga tal proeza, começarei a parar de me importar com algumas coisas tão óbvias, perderei interesse e curiosidade.
  • Você pode até me conhecer, mas jamais conseguirá ler a minha mente. Pode até acertar minha conclusão, mas dificilmente acertará meu raciocínio.

Ainda que conturbado, viver momentos de altos e baixos ajuda a nivelar os nossos objetivos. A tristeza nos apresenta a bebida, a esperança nos traz um prato diferente de comida. Eu tive medo de sofrer. De nunca ser amada novamente e de nunca mais encontrar alguém em que eu me sinta a vontade para estar em um relacionamento sério, um relacionamento para toda vida. Também tive medo de não me manter sozinha, de não conseguir pagar as minhas contas e de depender para sempre dos meus pais. Eu senti medo de viver. E, na verdade, ainda sinto todos os medos desse parágrafo.

Observa-se nas entrelinhas que eu estive em outra dimensão, e claro que não foi porque eu não publiquei nada por aqui. Mas sim porque hoje eu me sinto outra, alguém com propriedade de dizer que eu fui ingênua algumas vezes, mas que fui madura o bastante para conduzir algumas situações e então sair ilesa.

M.

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Le Petit Prince - O Filme

Não sei se já mencionei por aqui, mas O Pequeno Príncipe é um dos meus livros favoritos. Já li diversas vezes e cada vez que leio abraço uma das lições e minha vida ganha um novo estalo. Pra mim, ele está longe de ser um livro pra crianças, mas também não serve pra pessoas muito impacientes, objetivas, que levam tudo ao pé da letra (há raras exceções, manifestem-se!).

Bom, esse post não é para ser uma resenha do livro, até porque vocês vão conseguir achar várias por aí, mas sim para apresentar, diante de minha infinita felicidade, o trailer do filme que será lançado em outubro do ano que vem. Saquem só:


Quando eu vi que tinha saído o trailer, tive aquela ligeira sensação de medo de que talvez tivessem estragado uma das histórias mais bonitas do universo literário. Até porque já tinham feito tantas adaptações visuais, principalmente para crianças, uma mais sem graça que a outra (minha opinião!) que a chance de ser só mais uma no meio de todo o resto me parecia grande. Aí eu assisti o trailer e saí dando pulinhos de alegria. Por quê?

Motivo 1: o filme é genuinamente francês;
Motivo 2: a música do trailer é Somewhere Only We Know;
Motivo 3: a versão da música é a da Lily allen;
Motivo 4: não menos importante, ou melhor, mais importante - a história do livro será contada com dois universos, sendo o do livro feito em madeira. Sério, me apaixonei pela ideia! *.*


Se ainda não assistiram, dêem o play aí em cima, e espero que gostem e torçam para o tempo passar rápido e vermos a obra de arte por completa!

Agora deixem-me aqui abrindo o meu livro porque, depois disso, eu tinha que le-lo mais uma vez.

Au revoir! 
Bisou
M.

sábado, novembro 01, 2014

Walk the Line (pt.: Johnny e June)

Hi Folks!

Gostaria de apresentá-los a um filme que eu sou apaixonada. Na verdade, não sei do que gosto mais: se é da trilha sonora, da genialidade do artista retratado, da sutileza da amizade e companheirismo e de como isso é capaz de superar qualquer problema, ou do amor. Quem já conhece, conte aqui a sua impressão do filme, vou ficar feliz em saber! Pra quem não conhece, let's go!



O Walk the Line (ou Johnny e June, nome no Brasil) é um filme que conta a história de Johnny Cash , um cantor de country+blues+folk+rock estadunidense. O roteiro foi baseado em livro autobiográfico de Johnny, e conta com presença de personagens tão grandiosos quanto ele, como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, June Carter, entre outros.

Desde pequeno, Johnny e seu irmão costumavam ouvir rádio, e Johnny sempre se apaixonava pelas canções que ouvia. Trabalhava na força aérea quando comprou seu primeiro violão e, ao pedir Vivian em casamento, mudou-se para Tennessee e passou a trabalhar como vendedor até que encontrou uma gravadora e foi lá dar as caras. Gravou seu primeiro disco e passou a fazer pequenas tours para divulgar o seu trabalho. Conheceu Elvis, Jerry Lee e June Carter, onde passaram uma temporada tocando nos mesmos festivais. Johnny viajava com Jerry Lee e June, o que gerou uma grande amizade entre eles.

Johnny começou a envolver-se com bebidas e, em um episódio em que teve um péssimo comportamento, June abandonou a tour com os garotos, o que fez com que Johnny tornasse um viciado. Seu casamento com Vivian começou a desmoronar, e o relacionamento com seu pai continuava bastante infeliz.

A história conta todo o drama de vida e carreira de Johnny Cash, com muita música boa e bastante animada, embora o enredo pareça triste. É bastante focada em seu relacionamento, nos leva até o momento em que propôs June Carter em casamento, que foi sua companheira até o fim de suas vidas.

O filme rendeu várias indicações à premios, entre elas a de melhor atriz no Oscar em 2006 para Reese Whiterspoon ao interpretar June Carter.

Fica então para vocês o trailer do filme:


Assistam ;)

Kiss,
M.
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